ME VEJO PRESA (PRESSIONADA TAMBÉM) NISSO, DO QUE AINDA QUERO SER E NÃO SOU, EM COISAS QUE NÃO REALIZEI, EM COISAS QUE ME FALTAM, QUE DEMORAM PARA ACONTECER...
UMA SACADA, LUZ...
MEU ESTAR BEM!
Sabe aquele blog que não é para o outro, é isso, esse blog é meu, escrevo para mim, pra fixar na memória... Num é versão de diário, porque sinceramente nem quero pra mim o vício e a obrigação de escrever todo dia (escrevo quando tenho vontade)... De modo que se alguém ler ou não... Não é o que importa, não é a essência... São meus devaneios que imperam aqui...
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Juliana Mesquita - 00:37 - Público

Juliana Mesquita - tentei fazer o mais parecida comigo possível, mas estou mais velha e mais gorda!
00:38 - Editar
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova York; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
Paulo Mendes Campos
mEU blogando...
sabe quando você pensa algo para postar e de repente começa, e toda sentido e ai sozinho e o que você pensou se perde, pois foi o que aconteceu... Pensei no que sou... em cada dor que me transformou, em cada amor que me transformou... EU BLOgando é coisa bem pessoal, escrevo para mim, nem acho mesmo que sou lida por alguém, e que bom, porque sei o como é cansativo, você tentar entender alguém.
ME DECEPCIONAR É TÃO FÁCIL... porque eu me tornei mais exigente?
Nem sei, mas me decepcionar hoje em dia é tão mais fácil, o bom é que aprendi a levantar voo de tudo, que me incomoda, eu não me encaixo em nada, o que é meu eu vivo, do resto deixo pra lá...
ME DECEPCIONAR É TÃO FÁCIL... porque eu me tornei mais exigente?
Nem sei, mas me decepcionar hoje em dia é tão mais fácil, o bom é que aprendi a levantar voo de tudo, que me incomoda, eu não me encaixo em nada, o que é meu eu vivo, do resto deixo pra lá...
MAL DE AMOR [Ana Amélia de Queirós]
Toda pena de amor, por mais que doa,
No próprio amor encontra recompensa.
As lágrimas que causa a indiferença,
Seca-as depressa uma palavra boa.
A mão que fere, o ferro que agrilhoa,
Obstáculos não são que amor não vença.
Amor transforma em luz a treva densa,
Por um sorriso amor tudo perdoa.
Ai de quem muito amar não sendo amado,
E depois de sofrer tanta amargura,
Pela mão que o feriu não for curado.
Noutra parte há de em vão buscar ventura.
Fica-lhe o coração despedaçado,
Que o mal de amor só nesse amor tem cura.
(achei essa imagem no
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
castradora sensação, um drama, que tenho que passar por cima e cuidar de mim, da minha vida... Ser explorada, a sensação de impunidade, de limitação...
A ideia de um mundo capital, de um limite, de não viver bem sem ter dinheiro, e de me sentir escravizada ao não receber nem o salário de todos os meus dias trabalhados, chegando a quase três meses sem receber o meu salário.
Eu estou pensando o que eu faço comigo?
Porque eu aceito coisas assim, sair correndo não muda, mas a luta é difícil...
A ideia de um mundo capital, de um limite, de não viver bem sem ter dinheiro, e de me sentir escravizada ao não receber nem o salário de todos os meus dias trabalhados, chegando a quase três meses sem receber o meu salário.
Eu estou pensando o que eu faço comigo?
Porque eu aceito coisas assim, sair correndo não muda, mas a luta é difícil...
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